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Nagozela - Lenda

(versões da lenda de Nagozela)

A primeira lenda consiste no facto de que há algum tempo passara por Nagozela a Rainha que, por motivos de mau tempo, teve de pernoitar na aldeia. Nessa noite, a rainha teve o desejo de comer ovos, que os seus criados prontamente providenciaram.

Quando um dos seus criados os pediu a uma vendedora, ela recusou-se a satisfazer o seu pedido. O criado dirige-se para junto da rainha e profere a seguinte expressão:

- Ovos Negos ela...

 

 

Outra lenda diz respeito a um conjunto de homens que passou por Nagozela e que queria comprar ovos, tendo ido averiguar quem os vendia.

Quando um deles voltou de mãos vazias, os outros perguntaram o que lhe tinha acontecido para não ter comprado os ovos. Ele respondeu:

- Ovos Negos ela...

 

 

A última lenda de que se fala de um casal, Gundissalvo Moniz e Mumadona, que visitou Nagozela. O casal desejava para o seu jantar uma refeição que incluía ovos.

Quando uma das suas servas saiu à procura de ovos, dirigiu-se a uma vendedora que vendia ovos, mas que disse não os ter. A serva chega a casa e diz ao casal:

- Ovos tem, mas Negos ela...

 

 

Assim se conclui que o nome de que deriva Nagozela é de uns famosos ovos que foram negados.

Atualizado em 26-10-2018

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Nagosela - História

Nagosela é uma aldeia milenar situada no norte do concelho de Santa Comba Dão, caracterizada por um vale. Possui uma área de aproximadamente oito quilómetros quadrados, e conta com cerca de seiscentos habitantes.

O quotidiano da maioria dos habitantes desta aldeia, é a agricultura, devido à sua localização geográfica.

Nagosela, teve as suas origens junto às margens de um curso de água. Uma ribeira de caudal permanente atravessa-a auxiliando a irrigação das terras junto dela.

A origem da aldeia remonta de um casal de donatários, Gundissalvo Moniz e Mumadona com uma vasta riqueza territorial nas quais constava Nagosela. Esta foi doada ao Mosteiro de Lorvão em 981 pelo casal, para absolvição dos seus pecados. Nesta altura Nagosela era conhecida como Nagoselo.

Posteriormente, Nagosela passou para o bispado de Coimbra por D. Henrique e D. Teresa corria o ano de 1109. Julga-se que esta região esteve alguns anos sob domínio mouro até 1143 uma vez que D. Henrique em deslocação das cortes de Lamego para Coimbra passou por Nagosela e sabendo da presença mourisca, teve a ombridade de os expulsar.

Ao longo do tempo Nagosela sofreu mudanças administrativas. Até 1849 fez parte do concelho de Treixedo; no ano seguinte anexou-se à freguesia de Vila Nova da Rainha, atualmente freguesia do concelho de Tondela e passados aproximadamente trinta anos volta a fazer parte da freguesia de Treixedo.

Nagosela tem como freguesias limítrofes: a nascente Sobral e Papízios, ambas do concelho do Carregal do Sal; a poente, Vila Nova da Rainha; a norte, Mouraz, freguesia do concelho de Tondela; e a sul a Freguesia de Treixedo, onde pertenceu até finais de 1984, passando a ser autónoma. Ganhou a sua independência administrativa, por divisão territorial de Treixedo, por força da Lei nº40/84, de 31 de Dezembro.

Atualizado em 14-10-2015

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Couto do Mosteiro - Monumentos e locais históricos

São muitos os locais de cariz histórico-cultural a visitar no território equivalente à antiga freguesia do Couto do Mosteiro, agora integrado na União de Freguesias de Santa Comba Dão e Couto do Mosteiro.

O turista ou visitante pode iniciar a sua viagem histórico-cultural pelo Couto do Mosteiro, visitando a Igreja Matriz. Reconstruída no ano de 1661, em pleno século XVII, esta igreja pertence ao estilo barroco. É um edifício de grande beleza e simplicidade, com tetos abobados que apresentam pinturas de temática religiosa, e cujas origens remontam a 1550, pois no local terá existido um mosteiro ligado à ordem dos templários e que sofreu modificações em 1661.

De seguida, recomenda-se uma visita ao Pelourinho.

Este monumento data do século XVI. Apresenta fusto torço de configuração cilíndrica encimado por um capitel do tipo “pinha” cónica, assente em base quadrangular com dois degraus à vista. Presume-se que este pelourinho tenha tido mais um degrau em granito.

Recomenda-se, igualmente, uma visita às diversas Capelas existentes no território correspondente à antiga freguesia do Couto do Mosteiro, agora integrado na União de Freguesias de Santa Comba Dão e Couto do Mosteiro. Estas Capelas demonstram a religiosidade das populaçõe e servem de ponto de encontro a muitas festas e romarias, realizadas em honra dos santos padroeiros e das quais se destacam: a Capela de São Brás e a Capela de Nossa Senhora da Graça situada na Gestosa.

 

O território correspondente à antiga freguesia do Couto do Mosteiro é também muito rico a nível arquitetónico.

- Solar dos Costas, datado do século XVIII. Mandado construir no ano de 1768 por Luís Gomes Pires, este solar é também um exemplo do estilo barroco. Possui capela privativa de grande interesse, com Nossa Senhora de Cristo e um arco, para que os senhores da casa pudessem ouvir a missa do coro da capela. Os Costas são os atuais proprietários deste espaço.

- Solar dos Bandeiras, datado de igual período, pertencente ao estilo beirão e é situado em Vila de Barba.

- Solar dos Festas; pertencente ao estilo beirão e situado na Colmeosa, este solar data do século XIX.

 

Para além destes monumentos, pode ainda visitar:

- o Miradouro da Colmeosa;

- o Cruzeiro da Pedrosa, construção em granito, com fuste cilíndrico, encimado por uma cruz assente em base quadrangular de dois degraus. Este cruzeiro está ligado à lenda da Cruz da Pedrosa.

- a Casa Perto do Pelourinho; esta casa fora noutros tempos uma escola e julga-se ter pertencido a uma família nobre. Na parede, do lado direito da porta de entrada, existe um brasão com o escudo de armas de Portugal, do tipo pombalino, encimado pela coroa real e que possui a inscrição "a.n.o.d. – e. 1773".

Atualizado em 28-12-2018

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Couto do Mosteiro - Lenda da Cruz da Pedrosa

(Contos / Fontes Orais)

Descrição: Há muitos anos atrás, um rico comerciante ia a passar a cavalo na Estrada Real no local que se chama hoje Cruz da Pedrosa. Repentinamente, o comerciante começou a sentir forças estranhas. O cavalo ficou muito assustado e começou a relinchar, a saltar com violência e a endireitar-se nas patas traseiras atirando o comerciante ao chão.

O cavaleiro tentou acalmar o animal e montá-lo, mas foi em vão, porque o cavalo ficava cada vez mais assustado.

Sem saber o que fazer e pressentindo que estava a ser tentado pelo Diabo, virou-se para a capelinha que se via daquele lugar e disse:

"- Valha-me aqui a Santa Capeluda!"

Imediatamente deixou de sentir as forças, e antes de seguir viagem prometeu:

"- Prometo erigir neste lugar um cruzeiro de granito e dar, anualmente, à capela 60 alqueires de trigo e um cento de esteios de pinheiro para feijões."

Esta promessa foi, rigorosamente, cumprida durante muitos anos.

Esse lugar ainda é hoje pela Cruz da Pedrosa, porque o dito homem se chamava Pedrosa.

 

Fonte: http://www.esev.ipv.pt/patrimonio/Descricao.ASP?CodEscola=251&CodElemento=140
Texto: Escola EB1 de Gestosa - Couto Mosteiro, Santa Comba Dão

Atualizado em 20-12-2018

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Couto do Mosteiro - História

O Couto do Mosteiro situa-se a cerca de três quilómetros da cidade de Santa Comba Dão, a sede do concelho.

Terra rica em beleza natural e de património edificado, a antiga freguesia do Couto do Mosteiro (agora integrada na União de Freguesias de Santa Comba Dão e Couto do Mosteiro) orgulha-se da sua história antiga, sendo que, o seu passado de autonomia municipal e de ambiente fidalgo continua bem patente na terra e nas suas gentes.

Presume-se que o Couto do Mosteiro terá pertencido à Ordem dos Templários, com mosteiro desde o ano de 915, facto que teria dado nome à freguesia, muito antes da fundação da nacionalidade.

Um documento datado do século XII revela que esta terra seria um povoado fortificado, da Idade do Ferro e que, na época medieval, era utilizado como reduto defensivo. Sabe-se que foi D. Afonso III que, em 1255, instituiu o Couto e doou aos bispos de Coimbra. D. Manuel concedeu-lhe carta de foral a 12 de Setembro do ano de 1514, passando a constituir um concelho que permanecerá até 1836.

Atestam este passado: o Pelourinho e o Edifício onde funcionaram a Câmara, o Tribunal e a Cadeia.

Em 1826 era ainda concelho da Beira e comarca de Arganil, pertencendo, igualmente, a esta divisão eleitoral, Provedoria de Viseu e Diocese de Coimbra sendo seu donatário o bispo desta cidade.

Em 1832 passou para a comarca de Tondela. Três anos mais tarde, fazia parte do julgado de São João de Areias e, no ano de 1842, era freguesia de Santa Comba Dão e pertencente ao distrito de Viseu.

Fontes arqueológicas situam entre os séculos II e IV - Período Luso-Romano - as lagaretas, pequenos lagares de vinho e de azeite que, nos séculos XII e XIII ainda eram utilizados.

No património histórico e arquitetónico saliente-se: o Solar dos Costas datado do século XVIII; a Igreja Matriz edificada em 1159 e reconstruida em 1661; as diversas Capelas que aqui podemos encontrar e o Cruzeiro da Pedrosa de fuste cilíndrico e que se situa na povoação da Gestosa.

Atualizado em 23-10-2018

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